sábado, 3 de setembro de 2016

Estamos, todos, nas mãos de Deus!

A Segunda vez é tão ímpar e inigualável quanto a primeira vez... A primeira segunda vez em ter um filho é também emocionante, delirante, angustiante...

Há um mês, Lucas chegou em nossas vidas como um presente de Deus e, como eu digo, para nos tirar da chamada Zona de Conforto. Os desconfortos da recuperação da cirurgia, da amamentação, da adaptação de horários se tornam ínfimos diante da criação de Deus em nossas mãos.

Durante o processo do Pré-natal tivemos o privilégio de sermos acompanhados nas consultas de ultrassom pela Dra Caroline Flores Roubaud de forma muito familiar e acolhedora. Ela foi responsável por nos dar informações que mudarão para sempre nossas vidas. Aquelas consultas foram de muita apreensão e seguida de pura excitação. Ela nos mostrou que era um menino e que tudo estava indo bem. A cada consulta eu me questionava qual a dimensão de sua responsabilidade sobre as famílias que ela atende. 

No dia 3 agosto Lucas resolveu chegar e chegou por volta das oito horas da noite, com peso e altura satisfatórios. Por razões particulares, ele nasceu de cirurgia cesárea, no Hospital Maternidade Policlin de São José dos Campos. A operação foi liderada pelo ginecologista e obstetra Dr Sérgio Ricardo B. Rezende que tem em seu currículo aproximadamente 7.000 partos em seus 24 anos de experiência. A ele confiamos esta tarefa novamente e, na sua pessoa, conseguimos enxergar o comprometimento, experiência e profissionalismo. A situação na qual o conhecemos foi quando tivemos um aborto natural e sua maneira de conduzir nossas vidas dali em diante foi fundamental para que confiássemos plenamente em seu trabalho.


Certamente há quem diga: "Ah, esta história está muito elitizada, falando de hospitais particulares e médicos renomados da nossa região"... mas peço que deixemos esta discussão sócio-econômica para uma próxima oportunidade, por que o objetivo hoje e falarmos do momento mágico da chegado de um filho ao mundo.

Qualquer que seja a forma de nascimento de uma criança, quer seja de cirurgia cesárea, parto normal ou vaginal, parto natural ou na água, os médicos, enfermeiros, parteiros, doulas, nada podem prever. Todos eles estudam muito e se profissionalizam para que nada saia errada, mas o fato é que eles nada podem prever, fatos como uma parada cardiorrespiratória, uma mudança brusca de pressão, um manuseio incorreto dos instrumentos cirúrgicos ou até mesmo uma falha inesperada de algum equipamento.

Nos momentos que antecedem a chegada da criança, nossos pensamentos são tomados tão somente de positividade. Oramos, rezamos, pedimos a Alá, a Buda, as forças superiores que nada dê errada, pois a angústia do nascimento e inversamente proporcional a angústia da morte... e se algo desse errado... qual deles seria salvo? 

E para responder a esta pergunta, penso que: Estamos, todos, nas mãos de Deus!

Foto: Presente de Deus
Fonte: Pode Cornettah
Grande abraço,

Eduardo Caetano