domingo, 5 de junho de 2016

E190-E2 – A Perenização de um Sonho... Parte 2

Antes tarde do que mais tarde... Então vamos lá!

Em fevereiro deste ano postamos aqui sobre a Perenização do sonho aeronáutico brasileiro, quando falamos do Rollout do E190E2, primeiro avião da nova geração dos jatos comerciais da Embraer. Após três meses de muita expectativa, temos o prazer de postar que tudo deu certo. O primeiro voo, ocorrido em 23 de maio, do E190E2 foi sucesso absoluto. Há quem diga “ah, se é uma fábrica de aviões, é claro que o avião tem que voar né"?! Mas esta realização vai muito mais além desta lógica tão simples. É algo como ver seus filhos darem os primeiros passos sozinhos. Aos envolvidos diretamente no projeto o sabor é ainda mais especial. Apesar de toda parceria com empresas estrangeiras, existe uma brasilidade peculiar neste produto, afinal de contas, quais foram os desafios encontrados ao longo desta jornada? Quantas horas adicionais sacrificando o tempo com a família e priorizando a aviação foram necessárias?

Numa empresa como a Embraer, existem Vice-presidentes, diretores, gerentes e supervisores, profissionais responsáveis pelas maiores e principais tomadas de decisões estratégicas da empresa, que participam de feiras, congressos, reuniões mundiais, são conhecidos do grande público e da imprensa. Mas o dia do primeiro voo também celebra o sucesso de todos os outros colaboradores no cume alto de seu anonimato aeronáutico. Representa o talento e o trabalho feito com a amor pela profissão e encantamento pelo produto.

É uma fusão perfeita entre o avanço tecnológico dos mais modernos programas computacionais de cálculos estruturais e simulações e o trabalho braçal, talentoso e quase artesanal de cada montador. É uma fusão de conhecimento técnico com a capacidade prática que leva a uma fenomenal evolução aeronáutica a qual podemos ver nesta imagem, que nos faz entender, finalmente, o verdadeiro significado da expressão A perenização do Sonho Aeronáutico Brasileiro.

Foto: A Perenização do Sonho Aeronáutico
Fonte: Pode Cornettah

Grande Abraço,
Eduardo Caetano